Você já se imaginou lendo um arquivo ultra secreto da CIA? Coisa de "Missão Impossível", uma mensagem que explode depois de 30 segundos, você tem que sair correndo que nem louco ou jogar a mensagem a 200 m de distância (não me pergunte como). Ficar sabendo que há uma conspiração contra um líder governamental e passar a ser caçado por saber de dados confidenciais, fugindo, pulando de prédio em prédio, encontrando aquela femme fatale agente infiltrada.
Pois é, agora é possível, digamos, mais ou menos...a CIA abriu seus arquivos com as atividades ilegais que promoveu nas décadas de 1960 e 1970 (http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2007/jun/26/159.htm). Tem coisas horrorosas que todo mundo sabia, mas não dizia que acreditava para não passar por maluco paranóico ou "nerd que vê muita TV e lê muita ficção científica". Um plano para matar Fidel Castro em conjunto com a máfia, testes de efeito de drogas sem o conhecimento das cobaias (humanas, claro), grampos telefônicos de jornalistas e por aí vai....
Bom, fiquei pensando em uma coisa, eu, morador de SP, estou lendo isso na tela do computador daqui de casa!!! Enquanto deixo o Youtube e o orkut aberto, leio um documento oficial da década de 70 de feitos que poderiam ter mudado o rumo do mundo! Será que a existência da Internet tem relação com o fato de alguns documentos do Estado se tornarem público? Provavelmente não, há outros atores relevantes, mas que a informação está batendo a sua porta (pela tela do computador) é fato que todo mundo sabe há anos.
Rubens Suzuki
sexta-feira, 29 de junho de 2007
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Murchou e eu avisei
É parece que as pessoas começaram a perceber que já são cercadas por uma segunda vida,
ja vivem seus sonhos e os assistem na tv. São avatares. Aceitaram isso. E resolveram deixar de lado o mundo 3D.
eu avisei...
ja vivem seus sonhos e os assistem na tv. São avatares. Aceitaram isso. E resolveram deixar de lado o mundo 3D.
eu avisei...
MAIS DO MESMO

Deu no caderno de Informática da Folha de hoje (27/06/07):
Bolha do Second Life começa a murchar
CALMA LÁ - Especialistas em marketing apontam problemas no mundo on-line que desmentem a idéia de Eldorado virtual
GUSTAVO VILLAS BOAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O Second Life completou quatro anos no último dia 23. O mundo virtual continua a crescer, mas isso não significa que a empolgação do mercado com o simulador seja a mesma de um ano atrás.
A revista de economia "Forbes", na edição de julho, traz uma matéria sobre as decepções que algumas empresas tiveram no mundo virtual.
Uma delas: o público efetivo não cresce como era esperado.
A American Apparel, celebrada como a primeira varejista a abrir uma loja no Second Life, vai fechar suas portas digitais por causa de "vendas insignificantes", disse Rasmus Schiönning, diretor de web da companhia, à revista.
No final do ano passado, David Churburk, vice-presidente global de marketing na web da Lenovo, enumerou pontos que ele considera negativos no mundo virtual. O mesmo fez Erik Kintz, vice-presidente de estratégia de marketing global da HP, em abril deste ano.
Eles destacam coisas como a dificuldade em medir estatísticas, o caráter sexual de grande parte do conteúdo e o controle frágil de propriedade intelectual dentro do SL.
Um dos problemas é o número usuários. São mais de 7 milhões de cadastros, mas a Linden considerou que, em maio, 507 mil (24.470 brasileiros) eram ativos -ficaram mais de uma hora conectados no mês.
Outro problema: o vazio. Dificilmente mais de 40 mil pessoas estão simultaneamente nos 650 km2 virtuais. Nessas condições, o SL tem uma densidade populacional equivalente à da Tunísia (62 hab/km2), o 134ø país nesse ranking, de acordo com a Wikipédia.
Os consumidores potenciais também são muito menos que os 7 milhões de cadastrados -e com pouca bala na agulha. Em maio, menos de 300 mil pessoas usaram dinheiro dentro do SL. Mais de um terço, menos de US$ 2.
A Internet parece viver de bolhas. Quem não se lembra, poucos anos atrás, quando pipocaram empresas de internet? Naquele tempo a “Bolha” estourou também. Qual será a nova bolha?
Rubens Suzuki
I-phone, e a velha história da velocidade.
Nesse mundo “novo” em que vivemos, precisamos perder
o menos tempo possível nas tarefas do dia-dia.
O ideal é que muitas tarefas possam ser realizadas
ao mesmo tempo, sobrando assim, mais tempo pra fazer
mais coisas. Ou seja, quanto mais tempo livre nós temos,
mais coisas podemos fazer.
Bom, mas que é um celular bonito é.
Se vai dar certo ou não? Bom, já está dando.
Claudiomar Andrade
o menos tempo possível nas tarefas do dia-dia.
O ideal é que muitas tarefas possam ser realizadas
ao mesmo tempo, sobrando assim, mais tempo pra fazer
mais coisas. Ou seja, quanto mais tempo livre nós temos,
mais coisas podemos fazer.
Bom, mas que é um celular bonito é.
Se vai dar certo ou não? Bom, já está dando.
Claudiomar Andrade
I-Phone
O I-Phone está chegando, novo ícone da convergência digital. Só falta escovar seus dentes e pentear sua careca. Bye bye palm-top.
Rubens Suzuki
Rubens Suzuki
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Second Life, orkut, messenger – tudo aquilo que não somos, mas gostaríamos de ser (visão de publicitário).
Você já esteve numa sala de bate-papo quando tinha
os seus 16, 17 anos, com a intenção de conhecer alguém
(seja namorado (a), amigo(a))?
Qual nome você usava? Aposto que algo que o tornasse
mais interessante do que você realmente é, ou possivelmente
algo que enaltecesse sua principal qualidade, ou até algo que
provocasse a “curiosidade” dos presentes. Quem sabe algo
como “gato18procura” ou talvez “geniodaguitarra_sp”.
Bom, se a resposta é não, além de você ser uma exceção,
aposto que você pelo menos conhece umas 4 ou 5 pessoas
que tinham esse hábito.
E colocar uma bela foto no orkut, fazendo você parecer
um deus grego, ou colocar fotos da França quando você
esteve lá em 98 e mal lembra do tal Arco.
Estamos sempre buscando ser aquilo que não somos,
ou tentando ser aquilo pelo menos. E tem lugar melhor
pra se fazer isso que a internet? Um mundo virtual onde
você pode tudo e as pessoas não te conhecem
suficientemente pra te julgar.
O Second life é tudo isso num único mundo. Como o nome
diz, é a sua segunda vida, é uma nova chance de você
ser tudo isso. É o lugar que sempre sonhamos, é como
o primeiro mundo deveria ser. Mas não é.
O messenger além de ser um comunicador, é também
um lugar onde você pode falar coisas que pessoalmente
talvez não conseguisse, por falta de tempo de raciocínio
antes de falar, ou até por falta de coragem. Sem esquecer
da sua foto, que quase sempre mostra algo não tão
próximo da realidade.
Mas aí vem a pergunta. Quando se faz algum tipo
de “propaganda” para ser usada nesse segundo mundo,
fazemos pensando logicamente no primeiro mundo,
na pessoa e não no avatar. Certo?
Errado.
Quem é que não quer ser visto numa festinha moderna,
cheia de “avatares” bonitos e interessantes, patrocinada
por uma marca de celular. Bom, você na verdade tem
uma outra marca de celular, e até odeia essa marca.
Você nunca foi numa festa como essa e dificilmente irá
porque nunca te convidaram e é bem provável que não
convidem. Nesse caso então, até a propaganda é perfeita
para o seu segundo mundo. Ela é aspiracional, ela é feita
também para preencher os seus sonhos, ela é feita para
o seu avatar, não pra você.
Mas espera ae. Isso já não acontece na vida real? Não
vemos na tv comerciais que mostram aquilo que
gostaríamos de ser, que nos oferece aquilo que sempre
buscamos? Um comercial de cerveja é cheia de mulher
bonita, praia e sol. Olha só que perfeito! É praticamente
um Second Life.
Ué, mas então somos avatares?
No fundo nós somos.
E o Second Life nada mais é do a casa onde sempre
procuramos morar, mas que não existe.
Pelo menos por enquanto.
Claudiomar Andrade
Diretor de arte
os seus 16, 17 anos, com a intenção de conhecer alguém
(seja namorado (a), amigo(a))?
Qual nome você usava? Aposto que algo que o tornasse
mais interessante do que você realmente é, ou possivelmente
algo que enaltecesse sua principal qualidade, ou até algo que
provocasse a “curiosidade” dos presentes. Quem sabe algo
como “gato18procura” ou talvez “geniodaguitarra_sp”.
Bom, se a resposta é não, além de você ser uma exceção,
aposto que você pelo menos conhece umas 4 ou 5 pessoas
que tinham esse hábito.
E colocar uma bela foto no orkut, fazendo você parecer
um deus grego, ou colocar fotos da França quando você
esteve lá em 98 e mal lembra do tal Arco.
Estamos sempre buscando ser aquilo que não somos,
ou tentando ser aquilo pelo menos. E tem lugar melhor
pra se fazer isso que a internet? Um mundo virtual onde
você pode tudo e as pessoas não te conhecem
suficientemente pra te julgar.
O Second life é tudo isso num único mundo. Como o nome
diz, é a sua segunda vida, é uma nova chance de você
ser tudo isso. É o lugar que sempre sonhamos, é como
o primeiro mundo deveria ser. Mas não é.
O messenger além de ser um comunicador, é também
um lugar onde você pode falar coisas que pessoalmente
talvez não conseguisse, por falta de tempo de raciocínio
antes de falar, ou até por falta de coragem. Sem esquecer
da sua foto, que quase sempre mostra algo não tão
próximo da realidade.
Mas aí vem a pergunta. Quando se faz algum tipo
de “propaganda” para ser usada nesse segundo mundo,
fazemos pensando logicamente no primeiro mundo,
na pessoa e não no avatar. Certo?
Errado.
Quem é que não quer ser visto numa festinha moderna,
cheia de “avatares” bonitos e interessantes, patrocinada
por uma marca de celular. Bom, você na verdade tem
uma outra marca de celular, e até odeia essa marca.
Você nunca foi numa festa como essa e dificilmente irá
porque nunca te convidaram e é bem provável que não
convidem. Nesse caso então, até a propaganda é perfeita
para o seu segundo mundo. Ela é aspiracional, ela é feita
também para preencher os seus sonhos, ela é feita para
o seu avatar, não pra você.
Mas espera ae. Isso já não acontece na vida real? Não
vemos na tv comerciais que mostram aquilo que
gostaríamos de ser, que nos oferece aquilo que sempre
buscamos? Um comercial de cerveja é cheia de mulher
bonita, praia e sol. Olha só que perfeito! É praticamente
um Second Life.
Ué, mas então somos avatares?
No fundo nós somos.
E o Second Life nada mais é do a casa onde sempre
procuramos morar, mas que não existe.
Pelo menos por enquanto.
Claudiomar Andrade
Diretor de arte
Ensinamento
Uma coisa que os clássicos (da literatura, da sociologia, da filosofia, da antropologia, das revistas em quadrinhos ou o que seja) nos ensinam : há ‘tendências’ que estão em curso há décadas.
Second Life e Georg Simmel
Fiquei procurando algum tema interessante e só consegui lembrar de uma palavra: Simmel. Parece nome de sabonete, mas não, Georg Simmel é um alemão maluco do final do século XIX que resolveu escrever sobre o mundo do seu tempo. Ressalto duas coisas: no começo do século XX Simmel falava da intensificação da vida nervosa (adoro esse termo), sobre a mudança de um mundo com uma regularidade habitual e ‘tradicional’ para um mundo veloz e com “rápida concentração de imagens em mudança”, em outros termos, sabe aquela cidade pequena em que você conhece todo mundo, não dá nem para dar uma cochilada na missa do domingo que sua vizinhança inteira fica sabendo? Imagina sair dessa cidade e ir morar no centro de São Paulo.
É mais ou menos por aí. A outra coisa é sobre a condição de estrangeiro dos moradores de grandes metrópoles, o que ocorre é que apesar da proximidade física que morar em uma cidade grande proporciona há uma distância nas relações sociais formadas (lembrem do clássico caso do elevador com duas pessoas que só se vêem no elevador: “Bom dia!” “Bom dia. Acho que vai chover hoje”. E depois ficam ambos olhando para o teto, torcendo para que o elevador chegue logo ao térreo). Nas grandes cidades as pessoas são mais individualistas e livres. Livres porque é possível andar pela multidão sem ser notado. É possível passar por uma vida totalmente incólume, morrer e continuar sem ser notado (lembrei da cena final de Colateral). Mas o que tudo isso tem a ver com esse blog? Creio que tem tudo a ver, afinal, não acabou de surgir um mundo virtual inteiro? Estamos falando do Second Life. Puxa vida, o que é o Second Life senão a liberdade em estado bruto? Imaginem poder caminhar por uma cidade, sendo você, mas não bem você, sendo notado, mas sem ser notado.
Acredito que é expressão do que Simmel falava lá no começo do século XX, a impessoalidade em estado bruto, a velocidade da vida cada vez mais frenética (creio que deva ser mais fácil construir e/ou demolir um prédio na Av. Paulista do Second Life do que na nossa Av. Paulista), a liberdade de ser outra pessoa. Há um problema na liberdade proporcionada pelas grandes cidades e agora pela tecnologia: os laços sociais se tornam mais fracos. Um mundo virtual não obriga ninguém a um compromisso, porque compromisso você faz com o Outro, mas no mundo virtual, quem é o Outro? Mais do que tudo na Internet, no Second Life o Outro é uma ilusão. Não é Matrix, não é chatice da minha parte (talvez um pouco), sei que ninguém vive 24h nesse mundo virtual (apesar de ter minhas dúvidas), mas, como havia dito, o Second Life expressa algo. Acho que ainda podemos aprender alguma coisa com o velho maluco alemão.
Rubens Suzuki
PS: Quem se interessar, tem um texto do Simmel chamado As grandes cidades e a vida do espírito no seguinte link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132005000200010&lng=en&nrm=iso
É mais ou menos por aí. A outra coisa é sobre a condição de estrangeiro dos moradores de grandes metrópoles, o que ocorre é que apesar da proximidade física que morar em uma cidade grande proporciona há uma distância nas relações sociais formadas (lembrem do clássico caso do elevador com duas pessoas que só se vêem no elevador: “Bom dia!” “Bom dia. Acho que vai chover hoje”. E depois ficam ambos olhando para o teto, torcendo para que o elevador chegue logo ao térreo). Nas grandes cidades as pessoas são mais individualistas e livres. Livres porque é possível andar pela multidão sem ser notado. É possível passar por uma vida totalmente incólume, morrer e continuar sem ser notado (lembrei da cena final de Colateral). Mas o que tudo isso tem a ver com esse blog? Creio que tem tudo a ver, afinal, não acabou de surgir um mundo virtual inteiro? Estamos falando do Second Life. Puxa vida, o que é o Second Life senão a liberdade em estado bruto? Imaginem poder caminhar por uma cidade, sendo você, mas não bem você, sendo notado, mas sem ser notado.
Acredito que é expressão do que Simmel falava lá no começo do século XX, a impessoalidade em estado bruto, a velocidade da vida cada vez mais frenética (creio que deva ser mais fácil construir e/ou demolir um prédio na Av. Paulista do Second Life do que na nossa Av. Paulista), a liberdade de ser outra pessoa. Há um problema na liberdade proporcionada pelas grandes cidades e agora pela tecnologia: os laços sociais se tornam mais fracos. Um mundo virtual não obriga ninguém a um compromisso, porque compromisso você faz com o Outro, mas no mundo virtual, quem é o Outro? Mais do que tudo na Internet, no Second Life o Outro é uma ilusão. Não é Matrix, não é chatice da minha parte (talvez um pouco), sei que ninguém vive 24h nesse mundo virtual (apesar de ter minhas dúvidas), mas, como havia dito, o Second Life expressa algo. Acho que ainda podemos aprender alguma coisa com o velho maluco alemão.
Rubens Suzuki
PS: Quem se interessar, tem um texto do Simmel chamado As grandes cidades e a vida do espírito no seguinte link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132005000200010&lng=en&nrm=iso
terça-feira, 19 de junho de 2007
Nascemos

foto (www.dudutomaselli.com)
Bem-vindos ao Interatividade Mousiana, o primeiro e único blog que visa analisar as mudanças que estamos vivendo nos últimos tempos, e enxergar tudo isso não só como uma evolução tecnológica, mas também uma mudança de comportamento.
Aqui vamos postar novidades, notícias e assuntos referentes a internet e outros meios de interatividade, analisando-as e as deixando para serem analisadas.
Bom, chega de papo, vamos em frente.
Obrigado.
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